Refratários

Equipamentos como fornos e reatores, utilizados para confinar altas temperaturas, devem ser revestidos de materiais com boa estabilidade física e química às temperaturas elevadas. Uma vez que são utilizados em temperaturas acima de 500 ºC, precisam apresentar alta resistência ao calor, às variações bruscas de temperatura, à abrasão, à erosão e ao ataque químico por sólidos.

A industrialização dos Refratários utiliza uma variedade de matérias-primas para produzir centenas de formatos e composições químicas que serão posteriormente utilizadas nos processos de manufatura que utilizam altas temperaturas, tais como na produção de metais, aços, vidros, cerâmicos , químicos e petroquímicos.

Cada tipo de aplicação necessita de um Refratário específico e esta definição leva em conta fatores como temperatura, processo, agressividade química do meio e das ações físicas. Os Refratários são classificados em função de seu estado físico como Moldados ou Monolíticos e de acordo com a sua massa específica em Densos ou Isolantes. Existem cinco categorias de Refratários:

  • Sílicos
  • Sílico - aluminosos
  • Aluminosos
  • Básicos
  • Especiais

Tratamento Térmico

A alteração das propriedades dos materiais como ferro e aço, para lhes conferir ou alterar determinadas características, é proporcionada pela modificação de sua microestrutura, utilizando operações de aquecimento e resfriamento. Nestes processos existe um rígido controle das condições de temperatura, tempo, atmosfera e velocidade de resfriamento. A este conjunto de ações controladas se dá o nome de Tratamentos Térmicos.

Os tratamentos térmicos podem ser calóricos, onde somente a influência do calor é utilizada; ou termoquímicos, onde existe a adição de elementos químicos na superfície do aço além do calor e resfriamento.